Ana Mesquita entra para o time Majestic

Foto: Carla Barraqui

Com o corre corre, o jeito é usar as facilidades da tecnologia a nosso favor. Entrevista, hoje, pode ser feita por WhatsApp. De preferência por áudio, porque a entonação, a maneira que a pessoa fala, revela muito sobre ela. No caso de Ana Mesquita, 33, as respostas vieram pontuadas por alguns “meu”, a interjeição que logo entrega a origem paulistana da cabeleireira. Na ponte-aérea desde que decidiu ficar mais tempo com o namorado, um paranaense que mora no Rio, Aninha, como é conhecida, contou sobre a sua vida em tom de conversa, como se estivéssemos num dos bares da Vila Madalena. Ou da Lapa. Onde preferir…

Falou sobre o sonho de trabalhar com teatro, na verdade, queria ser bailarina. Participou muito tempo da Oficina dos Menestreis, de Oswaldo Montenegro. Entrou para o curso de Comunicação das Artes do Corpo, da PUC/SP, mas precisou trancar, por falta de grana. Foi aí que em uma visita ao salão do tio, ele a convidou para trabalhar lá. Os elogios do chefe serviram como incentivo para Ana fazer alguns cursos. Depois de quatro anos e meio como assistente, a ex-estudante de teatro invocou Shakespeare: cabeleireira, ser ou não ser. Eis a questão!  “Aí um belo dia eu parei e pensei: cara, eu trabalho com arte, então não tem por que eu não ser cabeleireira. Meu tio, que é um profissional ótimo, disse que levo jeito. Pensei: é isso! Meio que caiu a ficha: vou virar cabeleireira”, conta. “Olhar para a profissão e me enxergar como uma artista é o que me alimenta, me arrepia, me deixa até emocionada, revela. 

Questão interna resolvida, juntou dinheiro e fez cursos na Argentina e em Paris. A busca por informação, aliás, continua. Aninha pontuou diversas vezes que considera superimportante estar sempre aprendendo. Quando começou a pensar em morar no Rio (“quero ter filhos, quero ter família e eu sentia que a gente – ela e o namorado – podia trocar um com outro”), resolveu fazer um curso de maquiagem para ampliar o leque de oportunidades na Cidade Maravilhosa. “Isso me trouxe uma visão geral da beleza. E com maquiagem a gente também aprende muito sobre sombra e luz. Fiz um curso que respeita muito a naturalidade das pessoas, não é nada exagerado. E essa naturalidade eu também gosto de trabalhar nos cabelos”, explica. “Gosto da naturalidade, de brincar com ela, mas sem transformar o cliente em outra pessoa”, completa. 

Profissional “dasantigas”
Aninha diz que não tem preferência quando o assunto é cabelo. Faz tudo! Corrige cor, faz mecha, tinge o cabelo, corta curto, cabelo masculino, de criança, coloca alongamento, faz alisamento… Quando não está no Majestic ou no salão em São Paulo, gosta de ficar com a família, com os amigos, de frequentar restaurantes “deliciosos”, de ir à praia e de cozinhar. Também adora um mat“A yoga me deixa muito presente, consciente do agora. Isso é importante também na profissão, faz com que a gente não esteja sempre no automático”, finaliza.


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